O deputado federal Nikolas Ferreira encerra hoje sua caminhada de 300 km até Brasília, marcada pela atração presencial e digital de diversos apoiadores, entre eles influenciadores e políticos de diferentes regiões do Brasil. Mas qual seria a real mensagem por trás de tal feito? Qual seria a real intenção e o impacto político que pode surgir no ano de 2026, marcado por eleições federais e estaduais?
A partir dessa caminhada, Nikolas respondeu em suas redes sociais que o objetivo foi despertar o Brasil para o que estava acontecendo no país e alcançar a população. Por meio de sua jornada, sua popularidade e seu poder de comunicação foram utilizados de forma orgânica para chegar aos ouvidos da população, demonstrando que ele estava disposto a realizar uma longa caminhada não para enaltecer suas capacidades físicas, mas para destacar sua indignação diante das injustiças políticas do país.
Quais seriam essas injustiças?
O governo Lula 3 iniciou-se com a prisão e condenação de pessoas envolvidas, ou não, nos eventos de 8 de janeiro de 2024. Até vendedores de algodão-doce e pipoca, que apenas estavam próximos aos acontecimentos, não foram descartados das condenações.
O esperado era que essas condenações estivessem relacionadas ao vandalismo contra o patrimônio público, mas, na prática, foram enquadradas como “crimes contra a democracia”. Ou seja, idosos e adultos que tinham como “armas” bíblias, batons e fezes foram considerados culpados por tentativas de golpe de Estado. As condenações aplicadas a essas pessoas tiveram proximidade ou até superioridade em relação às penas previstas para crimes hediondos. Veja abaixo alguns exemplos:
| Crime (Lei 8.072/1990 e conexos) | Artigo/Lei | Pena prevista |
| Homicídio qualificado | CP art. 121, § 2º + Lei 8.072 | 12 a 30 anos |
| Latrocínio (roubo seguido de morte) | CP art. 157 § 3º + 121 | 20 a 30 anos |
| Extorsão qualificada pela morte | CP arts. 158 § 2º + 121 | 20 a 30 anos |
| Extorsão mediante sequestro | CP arts. 159 | 8 a 15 anos |
| Extorsão mediante sequestro seguida de morte | CP arts. 159 + 121 | 24 a 30 anos |
| Estupro | CP arts. 213 | 6 a 10 anos |
| Estupro de vulnerável | CP arts. 217-A | 8 a 15 anos |
| Epidemia com resultado morte | CP art. 267, § 1º | 10 a 30 anos |
| Falsificação/corrupção de medicamento | CP art. 273 | 10 a 15 anos |
| Genocídio | CP arts. 121 § 3º + 121 e Lei 2.889/56 | 8 a 30 anos |
| Terrorismo | Lei 13.260/2016 | 12 a 30 anos |
Se, segundo juristas, escrever “Perdeu, mané” no patrimônio público significa algo equiparado ao estupro, o mínimo esperado é a indignação da população, principalmente de um percentual considerável que já não era favorável ao governo vigente. Após isso, iniciaram-se a prisão e a perseguição da oposição, assim como inúmeras tentativas de coibir a liberdade de expressão.
Com o passar dos anos, os casos de corrupção e os gastos escandalosos do governo foram surgindo. Entre eles, os gastos com “emendas parlamentares”, vindas diretamente do Executivo para financiar apoio no Legislativo. Veja abaixo quanto foi gasto:
| Ano | Emendas pagas aproximadas |
| 2023 | ~ R$ 21,9 bi (InfoMoney) |
| 2024 | ~ ~R$ 31,3 bi (estimado) (YouTube) |
| 2025 | R$ 31,5 bi (Poder360) |
Além disso, o governo Lula 3 vem sendo marcado pelos escândalos envolvendo o INSS e o Banco Master, que, na linguagem popular, “não vão dar em nada”. A população brasileira já carrega os traumas de mais de 20 anos de liderança do PT, com inúmeros escândalos nos quais o próprio presidente Lula foi “descondenado” para participar das eleições. A presidente Dilma chegou a sofrer um processo de impeachment, mas segue em liberdade, mesmo tendo sido envolvida em escândalos de corrupção, como o da Petrobras.
Hoje, a população não carrega apenas o desgosto das injustiças do passado, mas precisa lidar com frustrações ainda mais frequentes e intensas, vivendo à margem de uma liberdade limitada, na qual não se pode expor pensamentos na internet sem ter que prestar explicações em até 24 horas, sob o risco de acusações e condenações sem o devido processo legal. O caso do Filipe Martins é evidente das possibilidades jurídicas no Brasil.
O sentimento da parcela da população que realmente pensa no país é, no mínimo, de angústia e revolta. Não há muito a ser feito em um sistema fechado, voltado à proteção dos próprios aliados, diante de um crime que não apenas é organizado, mas profissionalizado e institucionalizado como forma de governo, em uma operação que apenas se atualiza para manter sua eficiência e prolongar a permanência no poder.
O deputado Nikolas Ferreira entendeu essa situação e demonstra, por meio de sua fé e de seus atos, uma mensagem clara. Ainda que o obstáculo ou a jornada sejam extremamente difíceis, eles precisam ser enfrentados. Essa é a jornada da população brasileira: dura, inconclusiva, mas necessária. Se quisermos ter alguma mínima chance de mudança no rumo do país, não podemos retroceder diante da dificuldade esmagadora, precisamos continuar seguindo em frente.
Mas qual seria o impacto político disso? Principalmente se analisarmos que em alguns meses, teremos eleições?
Depois do vídeo sobre o Pix, Nikolas se tornou o político favorito entre candidatos de direita e centro-esquerda do país, pela sua coerência e honestidade. Sua comunicação já rompeu a barreira da bipolaridade política e ele se tornou um dos poucos políticos no Brasil capazes de alcançar ambos os lados do espectro ideológico, com pautas que prezam pela coerência lógica e não pelo fanatismo ideológico.
Para quem busca equilíbrio e coerência política, Nikolas é visto como um candidato ideal para qualquer cargo político, mesmo não possuindo, ainda, a experiência e a idade exigidas para funções como senador, governador e presidente.
Essa caminhada o coloca em um patamar elevado de buscas orgânicas na mídia digital, o que amplia ainda mais sua força como comunicador de elevado alcance, sendo um poder político que, em muitos aspectos, se torna maior do que o próprio cargo de deputado. Isso também coloca sua vida em risco, já que, historicamente, são candidatos de direita que sofrem atentados contra a própria vida. Com Nikolas não seria diferente: podem tirar seu cargo político, mas sua força está na comunicação com as massas, é uma força maior a cada dia, e com isso, para a esquerda, a sua voz é cada vez mais perigosa.
A expectativa realista é que Nikolas se torne um novo ímã político, capaz de atrair candidatos e pessoas que desejam usar a imagem do deputado para fortalecer a própria imagem, como ocorreu com Bolsonaro em 2018.
Com isso, o deputado também detém um poder significativo de influenciar candidaturas futuras ao nível nacional, podendo colocar alguns na infâmia e outros nas graças da população. Esse é um poder real e forte, que o sistema certamente usará todos os meios para barrar e combater.
A morte de Charles Kirk, nos EUA, quebrou algo na maioria da direita mundial e deixou a marca de que a luta pelo poder se tornaria mais visceral e mais suja de sangue. Essa é uma luta da qual a direita se vê obrigada a participar, para manutenção da sua própria sobrevivência diante a uma perseguição assassina.
Logo após essa morte, setores da esquerda “moderada” brasileira já teriam colocado o nome de Nikolas no primeiro lugar dessa “lista vermelha”. Caso tenham sucesso, o efeito inicial pode ser o sentimento de mártir dentro de cada lar brasileiro, ou o surgimento de um sentimento profundo de derrotismo, ou ainda pior, uma revolta social assustadora.
Quem apoia Nikolas Ferreira é, em essência, como um homem gentil: alguém que deseja seguir regras e viver segundo um padrão de justiça que, minimamente, se ancora na moralidade e na ética bíblica. Mas, essas pessoas não são ingênuas e detém de uma limitação humana de quanto aguentam persistir nesse caminho pacífico. Se a esquerda fosse sábia, entenderia que deveria ter temores, e um deles deveria ser a fúria de homens gentis.
