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Início » Colunas » O fim da era Maduro e o reflexo de uma Democracia sob suspeita: O acerto de contas com a história
Política Internacional

O fim da era Maduro e o reflexo de uma Democracia sob suspeita: O acerto de contas com a história

Wagner Constâncio
Última atualização: janeiro 3, 2026 4:01 pm
Wagner Constâncio 9 minutos de leitura
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A história da América Latina é cíclica, marcada por um movimento pendular entre o populismo messiânico e o choque de realidade institucional, mas os eventos deste 3 de janeiro de 2026 ultrapassam qualquer precedente. O ciclo de trinta e quatro anos que se encerra hoje com a extradição de Nicolás Maduro para Nova York não é um evento isolado, mas o epílogo de uma ferida aberta em 4 de fevereiro de 1992. Naquela madrugada, o então tenente-coronel Hugo Chávez Frias tentou derrubar a democracia venezuelana não por amor ao povo, mas por uma sede de poder que se disfarçava de justiça social. A tentativa de golpe contra Carlos Andrés Pérez (CAP) foi o marco zero da erosão democrática. CAP personificou a “Venezuela Saudita” dos anos 70, uma era de opulência petroleira que, embora próspera, falhou em criar bases sólidas para além do extrativismo. Ao retornar ao poder em 1989, Pérez encontrou um país exaurido e tentou, de forma tecnocrática, impor o “Gran Viraje” — um pacote de austeridade exigido pelo FMI. O resultado foi o “Caracazo”, uma explosão de fúria popular que serviu de combustível para o messianismo de Chávez. O erro de CAP foi a arrogância de acreditar que a economia poderia ser consertada sem o devido amortecimento social; o crime de Chávez foi instrumentalizar esse sofrimento para pavimentar o caminho rumo ao autoritarismo absoluto.

Hugo Chávez foi a ponte entre a crise de 1992 e o abismo atual. É fundamental dissecar sua trajetória para entender como o “Socialismo do Século XXI” seduziu parte da política brasileira e o próprio governo Lula. Em seus primeiros anos, Chávez surfou na maior bonança petroleira da história. Com o barril de petróleo atingindo patamares recordes, ele financiou as “Misiones”, programas sociais que, embora tenham reduzido a pobreza extrema no curto prazo, funcionavam como mecanismos de suborno eleitoral e controle social profundo. O legado negativo de Chávez, no entanto, foi estrutural e perverso. Ele destruiu a PDVSA ao substituir técnicos qualificados por militantes leais, transformando a maior riqueza do país em um caixa eletrônico para o financiamento de regimes aliados como o de Cuba e Nicarágua. Chávez militarizou a administração pública, aparelhou o Judiciário e iniciou uma política de expropriações arbitrárias que aniquilou a segurança jurídica e o parque industrial venezuelano. Ele não criou riqueza; ele consumiu o capital acumulado por décadas e deixou para seu sucessor, Nicolás Maduro, uma carcaça estatal que só se mantinha em pé enquanto o petróleo fosse artificialmente alto.

Se Chávez foi o ideólogo carismático, Nicolás Maduro foi o administrador do caos absoluto. Sem o brilho do antecessor, Maduro radicalizou a repressão para compensar a falta de legitimidade popular. Sob seu comando, a Venezuela deixou de ser uma democracia imperfeita para se tornar uma ditadura plena e, posteriormente, um Estado-máfia. A comparação econômica é devastadora: enquanto o “Caracazo” de 1989 foi uma reação a um ajuste necessário, porém mal conduzido, a crise de Maduro foi uma implosão programada. A contração de mais de 80% do PIB venezuelano e a hiperinflação astronômica reduziram a dignidade humana a escombros. A fome foi institucionalizada como arma de controle através dos CLAP, onde o alimento era distribuído seletivamente apenas àqueles que juravam lealdade ao regime. O “Índice Maduro” — a perda de peso média da população por desnutrição — tornou-se a estatística mais macabra da era moderna. Este não foi um erro de gestão, mas uma arma de guerra contra o próprio povo. A soberania foi sequestrada por milícias armadas conhecidas como “colectivos” e pelo “Cartel dos Sóis”, transformando o território num porto seguro para o narcotráfico.

A maior prova do fracasso bolivariano não está nos números, mas nos pés dos mais de 7,7 milhões de venezuelanos que fugiram do país. Este êxodo sem precedentes é o grito desesperado de uma nação que prefere o incerto exílio à morte lenta sob o regime. Em solo brasileiro, a tragédia humanitária em Roraima é o testemunho vivo da conivência diplomática de Brasília. Ao ignorar o sofrimento dos refugiados em nome de uma interpretação distorcida da “autodeterminação”, o governo brasileiro escolheu o lado do opressor. A fome e o desespero de famílias que cruzam a fronteira a pé são o resultado de um projeto que o PT e Lula ajudaram a legitimar durante décadas. É aqui que a análise atinge seu núcleo mais crítico: a postura do atual governo brasileiro. Ao condenar a intervenção que capturou Maduro, o Brasil não defende o direito internacional, mas uma rede de proteção ideológica. A sinalização de que a lealdade entre “companheiros” é soberana sobre o dever moral de repudiar uma tirania é uma mancha indelével na nossa diplomacia.

O cenário atingiu um novo patamar de gravidade com o discurso recente de Donald Trump. Ao afirmar que os Estados Unidos “cuidarão da Venezuela” até que uma transição democrática seja consolidada, Trump estabeleceu um protetorado de fato sobre o vizinho do Brasil. Esta declaração esvazia qualquer tentativa de linha de sucessão chavista interna e coloca o Brasil em uma posição de irrelevância estratégica. Enquanto o governo Lula se apega a uma retórica oca de soberania nacional, a realidade factual é que a soberania venezuelana foi destruída primeiro por Maduro e agora é tutelada por Washington. A paralisia de Brasília diante da intervenção americana é o preço cobrado por anos de cumplicidade: ao não liderar uma solução regional quando o regime ainda era uma ditadura em formação, o Brasil abriu as portas para que uma potência extrarregional assumisse as rédeas do continente.

Esta solidariedade cega revela uma simbiose inquietante. A narrativa de um líder brasileiro que governa sob o manto da “descondenação” por nulidades processuais ecoa a mesma arquitetura jurídica que permitiu a Maduro validar fraudes eleitorais e perseguições políticas. Há um paralelismo incômodo: o uso de tecnicismos para ignorar o histórico de corrupção sistêmica no Brasil encontra reflexo na defesa da soberania venezuelana para mascarar crimes contra a humanidade. Ao proteger Maduro, Lula não defende a Venezuela; ele tenta validar um método de governar que prioriza a manutenção do poder através do aparelhamento das instituições. As acusações que levaram à captura de Maduro hoje são gravíssimas e detalhadas: conspiração para narcoterrorismo, lavagem de dinheiro e o uso do Estado para inundar mercados com cocaína. Ao se posicionar como o último advogado de um regime formalmente rotulado como criminoso, o governo brasileiro arrisca o isolamento estratégico e a desmoralização internacional completa.

A queda de Maduro em 2026 é o veredito final sobre o populismo autoritário na América Latina. Ela prova que a justiça social, quando usada como biombo para a pilhagem estatal, tem prazo de validade. O tribunal da memória será implacável com aqueles que escolheram a cumplicidade ideológica em vez da defesa das liberdades fundamentais. A Venezuela foi destruída por aqueles que prometeram salvá-la, e que o Brasil, sob uma liderança marcada pela ambiguidade ética de uma liberdade reconquistada no tapetão jurídico, preferiu o abraço dos tiranos à liderança do mundo livre. A captura de Maduro é o epílogo de uma mentira que durou três décadas. Para o Brasil, resta a incômoda lição: não há soberania que justifique a fome institucionalizada, e não há lealdade política que apague as manchas de sangue e corrupção de um regime que, sob o olhar condescendente de Brasília, devorou sua própria gente até que os Estados Unidos decidissem, unilateralmente, preencher o vácuo de liderança que o Brasil covardemente abandonou.

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Por Wagner Constâncio
Wagner Constâncio é bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), com especialização em Direito Público Administrativo e Direito do Consumidor. Atua como Analista Jurídico e também se dedica à produção de conteúdo sobre política nacional, com foco na legislação e na jurisprudência brasileira.
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