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Início » Colunas » A Esperança de Elon Musk não vai funcionar no longo prazo
Política Internacional

A Esperança de Elon Musk não vai funcionar no longo prazo

Rodrigo Bueno
Última atualização: julho 14, 2025 2:33 pm
Rodrigo Bueno 6 minutos de leitura
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Após semanas de idas e vindas o bilionário sul-africano Elon Musk finalmente anunciou sua mais nova empreitada, a criação de um novo partido político nos Estados Unidos com a ambição de desafiar o duopólio entre Republicanos e Democratas. O partido América que Musk promete já estar pronto e operacional para às eleições de meio de mandato em 2026.

A iniciativa do bilionário pode até funcionar no curto prazo principalmente para alcançar o objetivo de entregar a câmara e o senado para os Democratas no próximo ano após a sua ruptura pública e explosiva com Donald Trump. Musk não parece estar motivado por algum cálculo político complexo e estratégico mas por uma Personal Vendeta direcionada ao mandatário republicano. O senso-comum trata como se os Estados Unidos fosse um país bipartidário, mas isso não é verdade, ou melhor, é verdade apenas na práxis, e não na teoria.

Os Estados Unidos possuem atualmente 8 partidos, além dos dois mais famosos (democratas e republicanos). Quantos deles vocês ouvem falar regularmente? O mais famoso deles é o partido libertário mas que ainda assim é um partido irrelevante para ás grandes disputas estaduais e nacionais. O grande público não sabe os seus líderes, e a maioria deles não tem representantes nem a nível municipal.

A grande diferença desses partidos, chamados de nanicos, para o partido de Musk será a capacidade quase ilimitada de financiamento, e a possibilidade de atração de políticos dos dois principais partidos, por um lado os insatisfeitos com o progressismo exacerbado do partido democrata mas que ainda assim não encontram espaço no partido republicano, por outro lado os insatisfeitos com a guinada tradicionalista do partido republicano mas que também não encontram espaço no partido democrata. Musk quer criar o “Centrão” americano. Esse é um trunfo de Musk que não pode ser menosprezado.

O histórico das eleições americanas mostra que em algumas ocasiões um terceiro candidato de peso e competitivo altera sensivelmente o rumo da disputa.

Em 1992, em situações normais de temperatura e pressão o caminho natural seria a reeleição de George W.H. Bush (Republicano) contra Bill Clinton (Democrata). Bush estava no ápice da sua popularidade após o sucesso da Guerra do Golfo e conseguiu neutralizar todos os desafiantes internos pela nomeação, incluindo o colunista conservador Patrick Buchanan.

Clinton era apenas um novato na política, vinha de um estado sem grande expressão (Arkansas) mas se aproveitou brilhantemente do contexto. A grande força de Bush e dos republicanos que era a Política Externa parecia mais irrelevante com o fim da Guerra Fria (1945-1991) e o sucesso militar na Guerra do Golfo (1990-1991). A economia estava em recessão, Clinton e seu brilhante assessor James Carville viu a janela de oportunidade e não titubeou. Foi nesse contexto que a famosa frase “It´s the economy, stupid” foi cunhada.

Clinton teve o instinto político apurado e adequado para o momento. Mas na verdade mesmo, foi a candidatura independente do bilionário dono da EPS Henry Ross Perot colocou tudo a perder para os republicanos, Perot obteve aproximadamente 20 milhões de votos, Bush obteve aproximadamente 40 milhões e Clinton obteve 44 milhões. Perot e Bush disputavam o mesmo eleitorado, os dois vinham do Texas e tinham agendas com várias sinergias, exceto pela oposição ao NAFTA de Perot.

Outra ocasião que um terceiro candidato pode alterar sensivelmente o curso da campanha eleitoral vai acontecer no próximo mês de Novembro. O atual prefeito de Nova Iorque Eric Adams optou por se desfiliar do partido democrata e enfrentar a corrida pela reeleição como Independente. Isso abriu caminho para que um radical antissemita socialista (Zohran Mandani) vencesse as primárias e se colocasse em posição relativamente vantajosa para vencer ás eleições municipais.

A história política americana mostra que esses casos são sensíveis e alteram o curso de corridas eleitorais únicas, mas eles são incapazes de desafiar o status-quo da política americana que acaba por reificar os dois partidos mais poderosos, mesmo que Musk se prove uma ameaça maior do que a precificada hoje, os dois partidos irão deixar suas diferenças de lado até pelo menos sanar essa ameaça.

A estrutura do sistema fortalece o controle dos dois partidos sobre a Policy Agenda (quais temas serão ou não tornados um problema público), controla também as oscilações da Janela de Overton no debate público, além de incentivar o voto estratégico por aproximação ao invés de representação ideal da vontade do eleitor, o governo também tende a ser monopartidário, o que reduz os jogos de poder internos para a execução dos programas políticos apresentados nas campanhas.

A instituição do bipartidarismo americano é muito forte, e Musk não será capaz de quebra-la.

Referências Bibliográficas

GIANTURCO, Adriano. A Ciência Política : Uma Introdução. Rio de Janeiro. Grupo GEN. 2018

SCHUMPETER, Joseph. Capitalismo, Socialismo e Democracia. São Paulo. Editora Unesp. 2017

MARCADO:DemocrataMuskRepublicanosTrump
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Por Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno é bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Brasileiro de Mercados e Capitais (IBMEC). Pós graduado em Inteligência e Contra Inteligência pela Associação Brasileira de Estudos de Inteligência e Contra Inteligência (ABEIC/CSABE). Mestrando em Política Internacional ( PUC Minas ).  Seu foco principal de estudos é a área da Política Internacional, Filosofia Política e Ciência Política. Colaborador ocasional do Instituto Mises Brasil. Publicou artigos pela Editora Dialética sobre o pensamento de Raymond Aron, Samuel Huntington e a História do Conservadorismo. Sócio-Fundador e Membro do corpo editorial do Grupo Hermenêutica Política desde 2020. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3687844525565262
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