By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
  • Página Inicial
  • SAC
  • Quem somos
  • Fale Conosco
  • Denuncie
  • Fale com o colunista
  • Parceiros
Entrar na área de membros
Hermenêutica Política
  • Menu
    • Revista HP
    • Publicações
      • Política Nacional
      • Política Internacional
      • Sociologia
      • Ciência Política
      • Economia
      • Entretenimento
      • Filosofia Política
    • Vídeos e entrevistas
    • Indicações
Leitura: Caso Master e STF: a crise que chegou à eleição
Pesquisar
Hermenêutica PolíticaHermenêutica Política
Redimensionador de fontesAa
Search
  • Home
  • Política Internacional
  • Política Nacional
  • Sociologia
  • Ciência Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Filosofia Política
  • Vídeos e entrevistas
  • Indicações
  • SAC
  • Denuncie
  • Fale Conosco
  • Fale com o colunista
  • Parceiros
Já possui uma conta? Entrar
Siga-nos
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Início » Colunas » Caso Master e STF: a crise que chegou à eleição
Ciência Política

Caso Master e STF: a crise que chegou à eleição

Rafael Emery Gripp Pascoal
Última atualização: setembro 16, 2026 4:16 pm
Rafael Emery Gripp Pascoal 12 minutos de leitura
Compartilhar

O julgamento iniciado nesta terça-feira, 15 de setembro, no Supremo Tribunal Federal, deveria responder a uma questão essencialmente institucional: se havia elementos e condições jurídicas para que se avançasse na apuração envolvendo Alexandre de Moraes a partir do material relacionado ao Banco Master e a Daniel Vorcaro. Mas a sessão terminou revelando algo talvez ainda mais importante para a eleição de 2026: o caso deixou de ser apenas uma crise envolvendo um ministro do Supremo e passou a expor, diante de milhões de brasileiros, as próprias fraturas internas da Corte. O julgamento foi suspenso depois que Flávio Dino pediu vista, e o placar provisório ficou em 4 votos a 3 pela análise separada dos casos de Moraes e André Mendonça. Fachin, Fux, Cármen Lúcia e Mendonça defenderam a separação, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes defenderam a análise conjunta; o voto de Dino não foi computado após o pedido de vista.

O detalhe politicamente mais relevante é que a sessão não produziu a imagem de um Supremo monolítico. Pelo contrário. Houve divergências abertas, acusações cruzadas e uma disputa sobre o próprio rito que deveria conduzir o julgamento. Cármen Lúcia chegou a afirmar que o Supremo provocou um “mal-estar cívico” na sociedade, enquanto Fachin e Dino protagonizaram um embate sobre a condução dos processos. Gilmar Mendes acusou Mendonça de atuar com viés político-eleitoral, e Mendonça respondeu rejeitando a acusação. Para quem acompanha política, esse talvez seja o fato mais importante do dia: independentemente do mérito jurídico que ainda será decidido, a crise deixou de ser uma narrativa produzida apenas por adversários do STF. Ela passou a ser visível dentro do próprio tribunal.

E isso tem consequência eleitoral.

Não é preciso afirmar que Alexandre de Moraes cometeu crime, nem antecipar qualquer conclusão sobre a investigação, para reconhecer que o episódio possui potencial político. A questão eleitoral não está necessariamente na culpa ou inocência de um ministro. Está na percepção que o eleitor constrói quando vê mensagens, contratos, relações entre autoridades e empresários, disputas internas no STF e diferentes interpretações sobre os limites da investigação. O caso Master transformou uma discussão jurídica em uma disputa sobre confiança institucional. E confiança institucional é, inevitavelmente, matéria-prima de uma eleição.

É nesse ponto que surge o problema para Lula. A campanha petista sabe que existe, no imaginário de uma parcela expressiva do eleitorado, uma associação política entre Lula, STF e Alexandre de Moraes. Essa associação não significa que Lula controle o Supremo ou que exista uma coordenação entre o presidente e o ministro. Mas politicamente a percepção pode ser tão importante quanto a realidade institucional. O próprio noticiário dos últimos dias mostra que aliados do presidente avaliam que a crise prejudica sua campanha e que Lula precisa se afastar politicamente de Moraes. Reportagem da Folha afirma que, após a sessão desta terça-feira, petistas passaram a defender que Lula seja mais explícito ao cobrar investigação dos ministros e que o pedido de vista de Dino pode prolongar o desgaste.

É justamente aí que entra uma tese que começa a circular nos bastidores políticos: a de que Zanin e Dino, ao defenderem a análise conjunta dos casos de Moraes e Mendonça, teriam produzido um efeito eleitoral contrário ao interesse da campanha de Lula. É preciso tratar essa afirmação como uma leitura política, e não como um fato comprovado. Não há evidência pública que permita afirmar que integrantes da campanha estejam “todos putos” com os dois ministros ou que Zanin e Dino sejam responsáveis por eventual derrota de Lula. Há, contudo, elementos objetivos que ajudam a entender de onde essa interpretação surgiu: ambos votaram pela análise conjunta; Dino depois pediu vista, suspendendo a conclusão do julgamento; e integrantes da campanha petista admitem que a continuidade da crise pode ampliar o desgaste do presidente.

O problema, portanto, não é simplesmente o voto de Zanin ou o pedido de vista de Dino. O problema é o efeito político da combinação dos dois acontecimentos. Se a intenção era impedir que a crise chegasse ao eleitorado como uma investigação concentrada exclusivamente em Moraes, o resultado pode ser justamente o oposto: a discussão foi prolongada e ganhou mais alguns dias — potencialmente semanas — de exposição pública. Dino pode devolver o processo em até 90 dias, embora isso não determine necessariamente quando o julgamento será retomado. Em uma eleição a menos de três semanas do primeiro turno, tempo de exposição é uma variável política relevante.

E aqui está a ironia do caso. Ao tentar impedir que o julgamento de Moraes fosse tratado isoladamente, Zanin, Dino, Gilmar Mendes e o próprio Moraes acabaram colocando em evidência uma pergunta que a campanha de Flávio Bolsonaro tem todo interesse em fazer: por que o Supremo está discutindo, ao mesmo tempo, a investigação sobre um ministro da Corte e a atuação de outro ministro que conduziu a apuração? O argumento pode ser contestado juridicamente, mas possui enorme força política porque transforma um caso complexo em uma narrativa simples sobre equilíbrio de poderes.

Flávio Bolsonaro já vinha tentando associar Lula a Moraes. Agora, a própria sessão do STF oferece imagens e fatos que podem alimentar essa narrativa. Isso não significa automaticamente que o eleitor comprará essa associação. Uma pesquisa Datafolha realizada entre 8 e 10 de setembro mostrou que 85% dos entrevistados disseram que as acusações envolvendo Moraes não haviam mudado sua preferência eleitoral. Portanto, seria exagerado afirmar que o caso já decidiu o comportamento do eleitor. Mas seria igualmente equivocado ignorar a possibilidade de mudança caso a crise continue dominando o noticiário e novos fatos apareçam.

Há, inclusive, sinais de que a disputa eleitoral já está incorporando esse elemento. A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira apontou Lula com 40,6% e Flávio Bolsonaro com 30,4% no primeiro turno, enquanto levantamentos recentes da Quaest e do Datafolha registraram uma aproximação maior entre os dois. Esses números não permitem atribuir causalidade à crise do STF — pesquisas diferentes têm metodologias e períodos de campo distintos —, mas mostram por que cada novo acontecimento institucional passou a ser observado com lupa pelas campanhas.

É justamente por isso que a tese de que Zanin e Dino poderiam acabar sendo lembrados como personagens importantes de uma eventual derrota de Lula merece ser discutida, ainda que não possa ser apresentada como fato. Se o eleitorado interpretar que o Supremo está protegendo a si próprio, a crise pode fortalecer o discurso de Flávio. Se, ao contrário, o eleitor concluir que a questão é predominantemente uma disputa interna do STF ou que as acusações não possuem sustentação, o impacto eleitoral pode ser limitado. E existe ainda uma terceira possibilidade: a crise atingir simultaneamente os dois polos, especialmente porque o próprio Flávio Bolsonaro também aparece relacionado às investigações do Caso Master, algo que sua campanha precisa administrar.

O ponto central, portanto, não é dizer que o Caso Master fará Flávio vencer ou Lula perder. Uma conclusão desse tipo seria prematura. O ponto é reconhecer que o caso mudou a natureza da eleição. Até pouco tempo, a principal disputa era sobre economia, segurança, programas sociais, valores e o legado dos governos Lula e Bolsonaro. Agora existe uma questão adicional: quem deve controlar e fiscalizar o poder de quem controla as instituições?

Essa pergunta pode ser especialmente relevante para o Senado. Se o eleitor transformar a eleição legislativa em uma espécie de referendo sobre os limites do STF, candidatos que defendem maior fiscalização do Judiciário poderão explorar esse ambiente. E isso pode produzir uma consequência política que ultrapassa a disputa presidencial. A eleição de 2026 pode definir não apenas quem ocupará o Palácio do Planalto, mas também qual será a relação de forças entre Executivo, Legislativo e Supremo nos próximos anos.

Por isso, talvez a maior consequência da sessão de hoje não esteja no placar provisório de 4 a 3, nem no pedido de vista de Dino isoladamente. Está no fato de que o Brasil assistiu a um Supremo dividido, discutindo seus próprios limites, enquanto a campanha eleitoral avança para a reta final. O tribunal pretendia administrar uma crise jurídica. Terminou expondo uma crise política.

E essa é a variável que Lula precisa considerar. Quanto mais o Caso Master permanecer no centro do debate, mais difícil será separar completamente a eleição da crise do STF. Quanto mais o eleitor enxergar Moraes, Zanin, Dino, Gilmar, Mendonça e Fachin discutindo publicamente os limites da própria Corte, mais espaço haverá para que os candidatos transformem o episódio em uma discussão sobre poder, controle e instituições.

A tese de que Zanin e Dino podem acabar sendo lembrados como personagens de uma eventual derrota de Lula, portanto, não é hoje uma conclusão — é uma hipótese política que dependerá dos próximos acontecimentos. Mas existe uma ironia difícil de ignorar: ao tentar administrar uma crise envolvendo Alexandre de Moraes, o STF acabou ampliando a própria exposição da crise. E, em uma eleição presidencial a poucas semanas do primeiro turno, aquilo que deveria permanecer restrito aos autos passou a disputar espaço diretamente com as urnas.

No fim, o Caso Master e STF talvez não determine sozinho quem vencerá a eleição. Mas já está ajudando a determinar sobre o que essa eleição será disputada. E, quando faltam apenas 19 dias para o primeiro turno, essa mudança de agenda pode ser tão importante quanto qualquer ponto percentual nas pesquisas.

MARCADO:DemocraciaeleiçõesLula
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter E-mail Copiar link Imprimir
Por Rafael Emery Gripp Pascoal
Rafael Gripp é cientista político, pós-graduado em Políticas Públicas, Filosofia, Política e Economia, analista político dedicado à análise das instituições, da representação democrática e do pensamento político contemporâneo e colaborador do projeto Hermenêutica Política.
Artigo anterior O que faz um serviço de inteligência — e quem controla quem sabe demais?
Deixe um comentário Deixe um comentário
Inscrever-se
Acessar
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes

Em alta

Como Donald Trump Venceu?

Por Rodrigo Bueno

Cadastre-se

Inscreva-se gratuitamente em nossa página para receber atualizações, enviar comentários e participar dos nossos fóruns de discussão.
Clique aqui!

O mercado educacional se tornou um problema político ?

5 anos atrás

A Esperança de Elon Musk não vai funcionar no longo prazo

1 ano atrás

You Might Also Like

Política Internacional

O Assassinato de Charlie Kirk é uma crise política, moral e espiritual.

12 meses atrás
Eleições 2026

Flávio Bolsonaro assume liderança numérica sobre Lula

5 meses atrás
Ciência Política

O erro de cálculo e o enfraquecimento do PT

2 anos atrás
Sociologia

Os brasileiros e seus políticos, em sua maioria, amam a imoralidade, a corrupção e são muito bem casados com a mesma

4 anos atrás

Institucional

  • Cadastre-se
  • Quem somos
  • Políticas & Termos
  • Parceiros

Publicações

  • Ciência Política
  • Economia
  • Empreendedorismo
  • Entretenimento
  • Filosofia Jurídica
  • Filosofia Política
  • História Geral
  • Indicações
  • Periódicos
  • Política & Espiritualidade
  • Política Internacional
  • Política Nacional
  • Sociologia
  • Vídeos e entrevistas

Atendimento

  • SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)
  • Fale Conosco
  • Denuncie
  • Fale com o colunista

© Hermenêutica Política – Todos os direitos reservados

wpDiscuz
Welcome Back!

Sign in to your account

Nome de usuário ou endereço de e-mail
Senha

Perdeu sua senha?