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Leitura: O Jogo Real das eleições de 2026
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Eleições 2026

O Jogo Real das eleições de 2026

Rodrigo Bueno
Última atualização: dezembro 24, 2025 10:45 am
Rodrigo Bueno 15 minutos de leitura
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Estamos nos aproximando do período que marcará apenas um ano até a realização das próximas eleições nacionais, e múltiplos partidos já se movimentam, realizando federações como a junção do União Brasil com o Progressistas, governadores com pretensão presidencial como Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais) já se colocam abertamente como presidenciáveis, o PT tenta recuperar a imagem de Lula que está desgastada para alcançar a Reeleição… Tudo isso faz parte do jogo político se estivéssemos na famosa categorização das “condições normais de temperatura e pressão”. Claramente não estamos operando na normalidade das regras do jogo, e aqui não estou dizendo que o Brasil vive uma ditadura, ou que está próximo de se tornar Cuba, Nicarágua ou Venezuela. As afinidades de Lula pelo eixo do mal são conhecidas por todos, mas lhe falta meios de poder e ação para fazer valer seu sonho comunista.

A normalidade das regras do jogo foi alterada de fora para dentro em uma resposta a uma alteração feita de dentro pra fora, o verdadeiro jogo das eleições do próximo ano não é político, não é sobre maiorias no senado, na câmara, ou sobre partidos, fusões e composições de chapa, o verdadeiro jogo é Internacional, e poucos entenderam realmente o que está acontecendo no Brasil, quais são os atores envolvidos, quais são as possíveis soluções… O objetivo desse artigo será delinear um cenário amplo que permita a todos entenderem, mesmo que não possuam formação nas áreas da Política Internacional, Segurança e Geopolítica.

Quem ainda está achando que o Tarifaço aplicado por Donald Trump visa corrigir desequilíbrios econômicos não entendeu ainda o que está acontecendo, e aplicando um raciocínio puramente econômico ainda pensa que Trump irá recuar sem receber nada em troca apenas porque o Brasil não possui uma relação comercial que seja desvantajosa para os Estados Unidos. Isso não irá acontecer. Trump não está preocupado em proteger a indústria americana nesse caso. Para quem ainda está nessa linha de pensamento, entendam que soluções econômicas podem ser aplicadas em problemas econômicos, não em problemas políticos.

Para falar em termos academicamente válidos, o caso do Brasil apresenta uma variável independente e algumas variáveis intervenientes, a economia é uma delas apenas, mas é necessário explicar de forma mais clara para que os agentes econômicos relevantes tenham um entendimento mais completo daquilo que está ocorrendo, o argumento do governador paulista Tarcísio de Freitas é válido, mas apenas de forma parcial, mesmo que o Brasil integrasse o PIX nas bandeiras de cartão de crédito americanas, que o Brasil assinasse um tratado com os americanos permitindo a exploração das terras raras, mesmo que o governo Lula recuasse na sua sanha de perseguição virtual e parasse a todo custo de tentar censurar ás redes sociais para calar as vozes mais estridentes da oposição… Não seria o suficiente para Trump revogar ás tarifas completamente, mas nisso Tarcísio está correto, poderia derrubar ás tarifas para 25% ou 15%.

A outra variável interveniente presente nesse caso é a atuação descabida do Supremo Tribunal Federal, que Alexandre de Moraes possui complexo de Napoleão Bonaparte já ficou evidente para todos a essa altura, mas é extremamente irônico que o Brasil, dada sua história queira ensinar como ser uma democracia para o maior experimento de sucesso da democracia em toda a história da humanidade, os Estados Unidos. Alexandre de Moraes já possuía superpoderes desde 2019 quando o chamado inquérito das Fake News foi aberto a mando do então presidente daquela corte Dias Toffoli. Não é nenhuma novidade que Alexandre se comporte como juiz, júri e executor, não é novidade que ele ameace até políticos extremamente poderosos com reaberturas de inquéritos já descartados, e nem é novidade que ele aplica penas extremamente desproporcionais para aqueles que ele enxerga como inimigo. Já disse em vídeos anteriores, se quiserem entender como Alexandre se movimenta, leiam Carl Schmitt. Por mais que Alexandre tenha concentrado poderes um tanto quanto imperiais, ele ainda não é a variável independente desse caso.

A variável dependente desse caso é que não existe mais espaço nas Relações Internacionais para que o Brasil sirva a dois senhores, e não adianta tentar aplicar um formalismo jurídico de que o Brasil é um Estado soberano e portanto tem direito a autonomia. A soberania só existe até o primeiro tiro de canhão, ou o primeiro míssil cair. Em um conflito o Poder sempre irá se sobrepor a Lei. A Política Internacional, em seu núcleo, é o jogo das grandes potências. O Brasil não é uma grande potência, portanto se tem uma coisa que ele não possui é autonomia, pois ele não tem meios de fazer valer na prática o que ele diz possuir na teoria. O nome disso é Realismo.

E isso precisa ser compreendido por aqueles que não são dessas áreas que lidam no dia a dia com a arena internacional, desde o fim da Guerra Fria (1945-1991) esse Realismo caiu em desuso frente seu eterno rival o Liberalismo. Essa disputa é perfeitamente capturada e sumarizada pelo autor americano Robert Kagan na obra “Do Paraíso e do Poder” (2003) onde os Estados Unidos representam o Realismo e a Europa representa o Liberalismo.

Kagan observa que a Europa possui o terceiro maior PIB do mundo, 25% da economia global passa pelo continente europeu, são mais de 500 milhões de habitantes e pouca ou nenhuma capacidade de dissuasão militar, isso mudou recentemente com iniciativas principalmente de Alemanha, Inglaterra e França no contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas não é o padrão europeu, ao menos desde a consolidação da União Europeia.

Assim como Kant, a Europa prefere apostar na diplomacia, na persuasão, no imperativo categórico, na ampla capacidade de oferecer um Welfare State interno, enquanto minimiza preocupações externas relacionadas a sua própria segurança. Mas a Europa só é capaz de fazer isso enquanto a segurança continental é bancada pelos Estados Unidos via OTAN.

Os Estados Unidos devem operar na lógica Hobbesiana, um mundo povoado por ditadores, tiranos e aspirantes a tiranos, ameaças, medos e perigos a cada esquina. Cabe aos Estados Unidos o papel de “Xerife Relutante do Mundo” exposto por Richard Haass, podemos entender isso como uma responsabilidade negativa da potência, ela faz porque ninguém mais pode fazer, nem outros Estados e muito menos Organizações Internacionais que não possuem nem o Hard Power para tal, e que sempre estarão envoltas em um mar sem fim de regras e procedimentos internos que atrasam e limitam as ações políticas que pedem uma decisão mais rápida.

Os Estados Unidos são uma nação moldada para perceber ameaças, não para discussões eternas com relação a questões abstratas. “Os norte-americanos reconhecem mais rapidamente a existência de ameaças, chegando a percebe-las onde outros talvez não percebam nenhuma, pois, conseguem imaginar meios de enfrentar tais ameaças” (KAGAN,2003, p 36)

Na lógica de Kagan, o Brasil não é uma ameaça por si só, mas é uma ameaça se ele continuar aprofundando de maneiras que podem ser insolúveis depois os seus laços com a China. Essa é a variável independente da questão, o que os Estados Unidos precisam fazer para expulsar a China daquela que é a sua área de influência natural, seu próprio continente. Quem vem acompanhando meus textos anteriores https://hermeneuticapolitica.com.br/politica-internacional/trump-alexandre-e-os-espioes-russos/ e https://hermeneuticapolitica.com.br/politica-internacional/caught-in-the-middle/

Percebeu que eu estou falando de uma mudança do eixo da política externa norte-americana do oriente médio para o seu continente desde que Marco Rúbio foi anunciado como secretário de Estado, e mais do que uma mudança de eixo, é uma mudança de como executar a Política Externa dos Estados Unidos.

Resgatando e combinando elementos da política externa de Theodore Roosevelt no século XIX como o Big Stick e uma visão da América para os Americanos, com uma recuperação, parcial, da visão Neoconservadora de Reagan e George W.Bush do “Globalcop” em um conflito direto, e interno com ás forças isolacionistas que motivaram em grande medida o primeiro mandato de Trump e que ainda são a base do MAGA.

Porém existe um elemento unificador externo comum a todas as escolas de política externa americana, o que vai mudar é apenas a motivação sejam elas geopolíticas, econômicas, morais ou vocacionais, todos concordam que é necessário se opor e enfrentar a China.

Aqui que Lula e sua predileção por sempre escolher o lado errado colocaram o Brasil no meio da disputa das duas maiores potências do mundo, a China quer cravar sua presença nas américas após ter sido expulsa pelos Estados Unidos do Panamá e da Argentina. E os Estados Unidos querem impedir que essa dominação chinesa se consolide no Brasil. Não é apenas ideológico, é uma matéria de segurança nacional para os Estados Unidos. É ter na sua esfera de influência um proxy do seu maior rival. Para resolver um problema é preciso admitir a sua existência e depois compreender como resolver ele.

Qualquer que seja o candidato da oposição no próximo ano precisa deixar extremamente claro que antes de tudo ele deseja reduzir e muito a presença chinesa no Brasil. Os Estados Unidos não irão permitir que o Brasil seja perdido para a China, e até onde os americanos estarão dispostos a ir vai depender do resultado das eleições do próximo ano. Imaginem a tragédia que seria para a segunda maior democracia do continente não ter suas eleições reconhecidas pelos Estados Unidos? Isso pode ocorrer no próximo ano e isso irá desencadear uma grave crise internacional para o Brasil afetando investimentos, confiança, segurança jurídica… Tudo aquilo que gera o mínimo de estabilidade econômica para o país.

A oposição a Lula tem tudo a seu favor para vencer, só precisa escolher o candidato certo e unificar suas forças em apenas um candidato. Apenas um deles é capaz de vencer a aliança entre Lula e o STF. O Cavalo está selado e passando para Tarcísio de Freitas de uma maneira que talvez nunca passe novamente. Eduardo Bolsonaro corre por fora pela simpatia de Donald Trump mas carrega grande rejeição interna, sua derrota para Lula seria bem mais provável que a de Tarcísio.

Qualquer outro nome da direita não será competitivo, falta para Romeu Zema um partido com capacidade de disputar pra valer uma eleição nacional, Ratinho Jr é o melhor vice para qualquer composição da oposição, mas é fraco para liderar a chapa, e Ronaldo Caiado é desconhecido fora do centro-oeste, pouco carismático e não desperta confiança em nenhum segmento eleitoral da oposição.

Até as eleições iremos ver um jogo de gato e rato entre Trump, a família Bolsonaro, Lula e o STF. A China, que não é boba, lavou as mãos, recuou quando Trump começou a falar mais grosso, e empurrou Lula e o Brasil embaixo do ônibus. A Rússia que também não é boba, entregou a cabeça de Maduro numa bandeja em troca de um acordo mais favorável na Ucrânia. Xi Jing Ping e Putin foram racionais, interpretaram o cenário corretamente e tomaram as decisões que pareceram ser as mais corretas para os seus interesses nacionais, enquanto Lula esqueceu completamente o interesse nacional brasileiro para se vingar de um rival político, proteger um aliado no STF, e principal seguir sendo um fiel soldado da China, quando a própria China já o abandonou no primeiro sinal de que os Estados Unidos realmente se enfureceram. A paciência dos americanos têm limite, e Lula e Alexandre estão testando todos eles.

Referências Bibliográficas

HASS, Richard N. The Reluctant Sheriff: The United States after the Cold War. Nova Iorque. Brookings Institue. 1998

KAGAN, Robert. Do Paraíso e do Poder. Rio de Janeiro: Rocco. 2003.

MARCADO:2026eleiçõesLulaTrump
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Por Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno é bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Brasileiro de Mercados e Capitais (IBMEC). Pós graduado em Inteligência e Contra Inteligência pela Associação Brasileira de Estudos de Inteligência e Contra Inteligência (ABEIC/CSABE). Mestrando em Política Internacional ( PUC Minas ).  Seu foco principal de estudos é a área da Política Internacional, Filosofia Política e Ciência Política. Autor publicado pela Editora Dialética na Área da Política Internacional, com a obra A Ideologia Conservadora ( Dezembro-2025). Sócio-Fundador e Membro do grupo editorial do Grupo Hermenêutica Política desde 2020. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3687844525565262
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