By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
  • Página Inicial
  • SAC
  • Quem somos
  • Fale Conosco
  • Denuncie
  • Fale com o colunista
  • Parceiros
Entrar na área de membros
Hermenêutica Política
  • Menu
    • Revista HP
    • Publicações
      • Política Nacional
      • Política Internacional
      • Sociologia
      • Ciência Política
      • Economia
      • Entretenimento
      • Filosofia Política
    • Vídeos e entrevistas
    • Indicações
Leitura: O Que Donald Trump e o Conde Drácula têm em comum?
Pesquisar
Hermenêutica PolíticaHermenêutica Política
Redimensionador de fontesAa
Search
  • Home
  • Política Internacional
  • Política Nacional
  • Sociologia
  • Ciência Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Filosofia Política
  • Vídeos e entrevistas
  • Indicações
  • SAC
  • Denuncie
  • Fale Conosco
  • Fale com o colunista
  • Parceiros
Já possui uma conta? Entrar
Siga-nos
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Início » Colunas » O Que Donald Trump e o Conde Drácula têm em comum?
Política Internacional

O Que Donald Trump e o Conde Drácula têm em comum?

Rodrigo Bueno
Última atualização: fevereiro 2, 2026 1:14 pm
Rodrigo Bueno 8 minutos de leitura
Compartilhar

A Pressão sobre o governo de Donald Trump vem aumentando significativamente nos últimos meses, os sinais erráticos na política externa refletem uma disputa entre as alas Neoconservadoras lideradas pelo ex senador (Flórida) e atual secretário de Estado Marco Rúbio e as alas Isolacionistas lideradas pelo também ex senador (Ohio) e atual vice presidente dos Estados Unidos J.D.Vance. Exemplos não faltam: O Recuo em relação a aplicação da Lei Magnistky no Brasil, a Incerteza com relação a transição de poder na Venezuela, os vários blefes direcionados ao Regime Iraniano, a retórica diante do regime cubano… Tudo isso após a publicação da nova Estratégia de Segurança Nacional em Novembro que deixa claro que o objetivo é uma reedição da Doutrina Monroe, no século XIX utilizada para expulsar os europeus das américas e que agora seria utilizada para enfraquecer a China e a Rússia na região.

Os méritos da NSS são vários, ela reconhece que os Estados Unidos dormiram em berço esplêndido enquanto seus inimigos basicamente transformaram o entorno regional da américa em Estados satélite, e estabelece que serão necessárias sim intervenções para livrar o continente da ameaça externa Chinesa. Entretanto cada vez mais o governo americano parece não ter uma visão unificada na Política Externa para conseguir aplicar a sua nova estratégia de política externa e segurança nacional. Soma-se a essa política externa dúbia problemas internos graves, caos institucional com o Banco Central americano e a tensão com relação a migração atingindo níveis muito altos. Em especial no estado de Minneapolis em que conflitos entre a patrulha das fronteiras e manifestantes locais se intensificam a cada dia, também fruto da pressão isolacionista exercida pelo vice presidente J.D.Vance.

Hoje é possível prever que Trump perderá ao menos a câmara dos deputados nas eleições de meio de mandato, ás últimas pesquisas projetam um dos melhores desempenhos históricos do partido democrata nas eleições de meio de mandato, o que irá enfraquecer seus dois próximos anos de presidência. Trump ainda consegue exercer e projetar poder, terá em breve uma Copa do Mundo para fortalecer a imagem americana no mundo e conta com a caneta mais poderosa entre os Chefes de Estado ocidentais. Mas é necessário reconhecer que no momento o governo americano está em crise, algumas geradas pela falta de unificação do partido republicano, outras por erros de comunicação e outras pelo oportunismo da mídia associada aos democratas.

A essa altura o leitor deve estar se perguntando porque a referência a Vlad Tepes e o Conde Drácula no título, agora tudo ficará claro, os paralelos serão óbvios… Para quem nunca teve a oportunidade de ler a obra de Bram Stoker reforço o convite, se trata de um grande clássico da literatura inglesa e que diferentemente de outros clássicos é uma leitura que não é maçante e sim agradável. Mas infelizmente será necessário que alguns detalhes da história sejam fornecidos ao longo do texto para que tudo faça sentido.

O Conde Drácula que aparece na Londres vitoriana no século XIX nos eventos do livro outrora foi um grande nobre da chamada Transilvânia, uma região da Romênia. O Príncipe Vlad Tepes conhecido como Vlad, o impalador pela maneira com que derrotava seus inimigos era um líder querido pelos seus súditos, firme porém justo, e que os defendeu em inúmeras ocasiões frente os avanços dos reis e nobres inimigos que desejavam conquistar a Transilvânia. Durante uma ronda de vigilância, Vlad e seus soldados encontram um capacete otomano na Floresta, um prenúncio de uma invasão do temido império turco-otomano. O império turco-otomano era liderado por Mehmet II, um conquistador frio, desalmado, cruel e assassino cujo maior objetivo era espalhar seus domínios por todo o mundo.

O Príncipe Vlad sabia que esse inimigo era diferente de todos os outros que ele já havia enfrentado, ele sabia que precisava de um conhecimento obscuro, proibido e maligno para derrotar esse inimigo. Então Vlad faz um pacto com o demônio, em troca do poder necessário para repelir os invasores e salvar o seu povo da opressão de Mehmet. Vlad se torna então Drácula, o vampiro, o filho do demônio. E parte para a guerra contra o império invasor, ele vence a guerra… Mas não sem um custo pessoal tremendo, sua amada esposa Milena é morta durante a batalha. Vivendo com o luto da perda do seu maior amor e agora considerado um monstro pelo seu próprio povo… o nosso protagonista agora amaldiçoado com a vida eterna e a constante sede de sangue passa a se refugiar em seu castelo na Transilvânia aguardando por uma chance de redenção ou libertação, o que ocorre nos eventos do livro de Bram Stoker com detalhes.

Trazendo para nosso cenário geopolítico atual, Trump é o príncipe Vlad, embora seja uma figura certamente menos heroica do que o nobre europeu, Xi-Jing Ping é Mehmet II e o acordo necessário para vencer a disputa é que os Estados Unidos se tornem um monstro mais poderoso que o seu inimigo.

Especialistas na área militar afirmam que não adianta aplicar a mesma estratégia contra um inimigo diferente, Reagan venceu a URSS de uma maneira virtuosa e limpa, e seria ótimo que isso pudesse ser replicado… mas isso não será possível contra a China que é uma ameaça muito maior, mais bem equipada, uma potência tecnológica, econômica e que ensaia se tornar uma potência também bélica. Se os Estados Unidos desejam vencer a China para demonstrar quem manda no mundo no século XXI eles precisam de um nível de unidade nacional e clareza em matéria de política externa que cada vez parece mais inviável de ser conseguido em uma democracia plena.

Esse é o dilema que se apresenta aos Estados Unidos nesse momento, se tornar um monstro para derrubar outro, ou manter seus valores e ser derrotado no longo prazo. A escolha pode parecer óbvia, mas apenas para aqueles que não tomam as decisões. Se os Estados Unidos passarem a se comportar como um império jogando tão sujo quanto os seus inimigos jogam, e vencerem a guerra então tudo terá valido a pena, foram escolhas difíceis porém determinadas pela conjuntura e pela negação em aceitar ser derrotado… Porém se a história do Conde Drácula nos mostra alguma coisa é que mesmo na vitória podem existir algumas derrotas e cicatrizes da guerra que levarão muito tempo para serem curadas.

Referências Bibliográficas

STOKER, Bram. Drácula. São Paulo. Madras. 2009

MARCADO:Donald TrumpMid-Terms
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter E-mail Copiar link Imprimir
Por Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno é bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Brasileiro de Mercados e Capitais (IBMEC). Pós graduado em Inteligência e Contra Inteligência pela Associação Brasileira de Estudos de Inteligência e Contra Inteligência (ABEIC/CSABE). Mestrando em Política Internacional ( PUC Minas ).  Seu foco principal de estudos é a área da Política Internacional, Filosofia Política e Ciência Política. Colaborador ocasional do Instituto Mises Brasil. Publicou artigos pela Editora Dialética sobre o pensamento de Raymond Aron, Samuel Huntington e a História do Conservadorismo. Sócio-Fundador e Membro do corpo editorial do Grupo Hermenêutica Política desde 2020. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3687844525565262
Artigo anterior Nikolas Ferreira e a caminhada que expõe o conflito entre poder, justiça e liberdade no Brasil
Próximo artigo Entre a lei e a exceção: o Judiciário e a erosão do art. 217-A do Código Penal

Em alta

A Reforma judicial de Benjamin Nethanyahu, história,antecedentes e futuro.

Por Wagner Constâncio Rodrigo Bueno

Cadastre-se

Inscreva-se gratuitamente em nossa página para receber atualizações, enviar comentários e participar dos nossos fóruns de discussão.
Clique aqui!

O “pragmatismo” de Lula com relação às crises atuais na América do Sul.

2 anos atrás

O erro de cálculo e o enfraquecimento do PT

2 anos atrás

You Might Also Like

Política Internacional

O Renascimento de uma superpotência

2 anos atrás
Política Internacional

O massacre de 07 de outubro de 2023, a instabilidade no Oriente Médio e a legítima defesa de Israel

11 meses atrás

Donald Trump, um presidente de ruptura

2 meses atrás
Política Internacional

O véu da hostilidade: Como a ameaça Iraniana a Israel serve a um projeto de hegemonia regional e a desestabilização do levante

10 meses atrás

Institucional

  • Cadastre-se
  • Quem somos
  • Políticas & Termos
  • Parceiros

Publicações

  • Ciência Política
  • Economia
  • Empreendedorismo
  • Entretenimento
  • Filosofia Jurídica
  • Filosofia Política
  • História Geral
  • Indicações
  • Periódicos
  • Política & Espiritualidade
  • Política Internacional
  • Política Nacional
  • Sociologia
  • Vídeos e entrevistas

Atendimento

  • SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)
  • Fale Conosco
  • Denuncie
  • Fale com o colunista

© Hermenêutica Política – Todos os direitos reservados

Welcome Back!

Sign in to your account

Nome de usuário ou endereço de e-mail
Senha

Perdeu sua senha?