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Início » Colunas » O voto de protesto e o tratamento do político como um funcionário público
Sociologia

O voto de protesto e o tratamento do político como um funcionário público

Wagner Constâncio
Última atualização: outubro 19, 2020 12:12 am
Wagner Constâncio 9 minutos de leitura
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Pelé, o maior jogador de futebol da história brasileira, afirmou, no auge de sua carreira, em meados dos anos de 1970, que os brasileiros não sabiam votar. A sua declaração, talvez, foi ou não infeliz, apesar de, naquela época, o Brasil vivia num outro contexto político, onde a imprensa estava amordaçada, os movimentos políticos e estudantis eram terrivelmente reprimidos, assim como também inúmeras garantias constitucionais estavam suspensas.  

Atualmente, o cenário político atual encontra-se totalmente distinto em relação ao passado. Apesar disso, se porventura realizar uma breve análise histórica sobre as escolhas dos eleitores brasileiros, sem considerar o período de ditadura, você poderá se surpreender.

Certa vez, como forma de protesto popular, uma rinoceronte fêmea concorreu às eleições e foi eleita vereadora do município de São Paulo – SP no ano de 1959 com cerca de 100 mil votos. A estrela eleita para assumir a casa legislativa se chamava Cacareco, natural do Zoológico do Rio de Janeiro, que estava emprestada ao Zoológico de São Paulo. À época, a eleição era realizada com cédulas de papel e os eleitores escreviam o nome de seu candidato de preferência. Infelizmente, Cacareco morreu no mês de dezembro de 1962, de nefrite aguda.

Às vezes imagino como Cacareco se pronunciaria na Câmara Municipal de São Paulo, juntamente com outros vereadores, a fim de discutir propostas de leis municipais, bem como melhorias para a cidade. Talvez, ela seria mais honesta e transparente do que muitos parlamentares à frente do pleito, apesar de não ser dotada de racionalidade e inteligência a qual nós humanos possuímos.

Posteriormente, no ano de 2012, foi aceita pelo TSE a candidatura de Maria Gostosa para vereadora no município de Cachoeira do Arari – PA, pelo Partido Trabalhista Cristão – PTC, através da coligação “cachoeira quer mais – PTB e PTC”). O nome civil da candidata é Maria Raimunda Soares Alcântara. À época, ela ficou não foi eleita, ficando tão somente na posição de suplente, conforme foto abaixo:

Fonte: http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2012/1699/04391/140000004500 (Acesso em out.2020)

Outro caso interessante, é a candidatura do artista e humorista Tiririca para o cargo de Deputado Federal pelo Estado de São Paulo em 2010. Com o bordão “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”, e “Pior do que tá não fica, vote Tiririca”, ele foi o quarto deputado mais votado em toda a história do Brasil. Por conseguinte, foi reeleito por mais duas vezes, entre os anos de 2014 e 2018.

Esses casos apresentados acima são exemplos genuínos de votos de protesto, que é usado para designar situações, onde, durante uma disputa eleitoral, o eleitor decide anular o voto ou votar em candidatos considerados engraçados, ridículos, como forma de manifestar sua indignação com o sistema eleitoral vigente. Contudo, pode-se pensar que isso é a pode ser melhor alternativa para haver mudanças no país? É, de alguma maneira responsável, por exemplo, deixar um animal como um rinoceronte ou uma pessoa que se intitula como “gostosa” decidir sobre a sua qualidade vida, a sua renda e a educação dos seus filhos? Acho, ao meu ver, uma atitude irresponsável, de um povo inconsciente de seus próprios direitos e representatividade, com um intelecto mal desenvolvido, em razão de um sistema educacional público ínfimo, espúrio, fraquíssimo e falido, do padrão de qualidade de Paulo Freire e não pelo fato da própria pessoa nascer assim, pois, afinal, todos os seres humanos possuem potenciais, são inteligentes por natureza, precisando apenas realizar o seu aperfeiçoamento.

E, ainda, a fim de provar que o sistema educacional brasileiro é um grande fracasso, posso ainda arguir que a nova geração de eleitor que tenta opinar sobre política, não sabe sequer, diferenciar e construir uma linha raciocínio, uma opinião sobre determinado assunto, porque lhe falta a habilidade da interpretação de texto, não desenvolvida com maestria no ensino básico.

Às pessoas não são patriotas, não tem noção de cidadania, direitos fundamentais elencados no art. 5º de nossa Constituição da República, muito menos conhecem à história do império brasileiro e não sabem sequer cantar o hino nacional brasileiro, mas, conhecem o hino do bonde do tigrão. Nada contra à existência dos funkeiros, obviamente. Sobre o funk brasileiro, posso escrever em um outro tópico.

Com isso, o que se pode observar é que a política brasileira se tornou um jogo de clube de futebol, onde há uma torcida organizada de um lado e de outro, na oposição apoiando um parlamentar eleito ou candidato, sendo vedado quaisquer críticas construtivas ao mesmo, sob pena de represálias. Em resumo, a política nacional se transformou em um grande fã clube para as massas.

Quando me refiro as massas, digo através do conceito sociológico de Augusto Comte, que a define como um conjunto de indivíduos que agem de forma semelhante, com gostos e interesses praticamente padronizados numa sociedade ou num grupo social.

A exemplo de fã clube de massas, é a relação entre os eleitores do ex-presidente Lula (atual condenado por corrupção e lavagem de dinheiro) e o atual presidente Jair Bolsonaro.

Não posso generalizar, mas, de um lado, tem-se um grupo de pessoas que, mesmo com todas as provas apresentadas de que Lula participou de esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro, recebeu propinas e outros crimes, defendem cegamente que é inocente. Defendem a todo custo um condenado da justiça. Se possível matam, ameaçam e realizam ataques a reputações. No entanto, não se pode negar que, como presidente da república, Lula fez muitas coisas boas, porém, ao defende-lo cegamente, pode-se fazer uma analogia àquela esposa que é agredida fisicamente e psicologicamente pelo marido todos os dias, de maneira silenciosa e conformada, sob a justificativa de que ele coloca a comida na mesa e sustenta à casa.

Lado outro, há o fã clube do Bolsonaro. Sempre se derretendo em elogios ao atual presidente, chamando-o de mito. Quando erra, esconde. Crítica? Esquece. Alguém questionou à conduta do presidente sobre um determinado assunto ou tema social? Ah, ele é um esquerdista, comunista. E inicia-se o famoso ataque de reputação. Agride e se, possível causam represálias por meio de processos judiciais. O atual presidente tem sim realizado muitos erros, mas também tem acertado em vários aspectos. 

No que concerne a questão, é importante frisar que a política é completamente diferente àquilo que o povo brasileiro está pensando e agindo no passado, bem como atualmente, e, por essa razão, ela nunca deu certo efetivamente no período republicano. Política é um jogo de xadrez. É estratégia e planejamento. Político não é amigo de ninguém. Ele é o funcionário público do povo que o elege. Portanto, ele deve ser tratado como funcionário público, sendo cobrado, avaliado e criticado. Críticas devem ser bem-vindas, desde que respeitosas e que não venham agredir à pessoa e a segurança do parlamentar. O brasileiro precisa aprender a cobrar serviço, desempenho profissional do político que ele elegeu. É por essa razão que falo do fracasso do padrão do sistema educacional de Paulo Freire, que por sua vez, deixou os cidadãos como marionetes. 

Quanto ao Pelé, ele foi e é ainda muito criticado com a frase dita em meados de 1970, mas, com o histórico apresentado através dessa análise, faz jus o momento de reconhecer o erro e pedi-lo desculpas de joelhos, pois, ele é o dono da razão.

MARCADO:PolíticoPolítico como funcionário públicoSociologia políticaVoto de protesto
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Por Wagner Constâncio
Wagner Constâncio é bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), com especialização em Direito Público Administrativo e Direito do Consumidor. Atua como Analista Jurídico e também se dedica à produção de conteúdo sobre política nacional, com foco na legislação e na jurisprudência brasileira.
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