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Leitura: Trump x Irã : Dilema de Segurança
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Início » Colunas » Trump x Irã : Dilema de Segurança
Política Internacional

Trump x Irã : Dilema de Segurança

Rodrigo Bueno
Última atualização: janeiro 3, 2020 7:37 am
Rodrigo Bueno 9 minutos de leitura
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O Primeiro grande evento de 2020 ocorreu na noite do dia 02 de janeiro, a morte do general iraniano Qassam Soleimani , líder da guarda revolucionário iraniana e o líder das milícias iraquianas Abu Mahdi al-Muhandis tem potencial para mexerem com o tabuleiro geopolítico por dias, meses ou até mesmo anos. Em termos de significado militar e estratégico essa morte é inclusive mais representativa que a morte do líder do ISIS Abu Bakr Al Bagdhadi que aconteceu em Outubro.

Contents
O tabuleiro Iraniano.O Tabuleiro AmericanoPossíveis impactos para o Brasil

Não é meu objetivo aqui fazer julgamentos morais sobre a ação americana e a provável reação iraniana, sentimentos e paixões ideológicas não entram em campo quando se faz análise de política internacional, do contrário seríamos apenas jornalistas dando palpite sobre o que sequer entendemos  , meu objetivo aqui é meramente ilustrar alguns cenários possíveis dentro da lógica geopolítica e dos estudos sobre grande estratégia.

O tabuleiro Iraniano.

O Irã não tem capacidade de enfrentar os Estados Unidos cara a cara, O poder paralisante das águas favorece os Estados Unidos. Mearsheimer (2001) chega a conclusão que a superpotência é capaz de fazer surgir em outros locais hegemonias regionais para reduzir seus custos de manutenção da supremacia. Na região do oriente médio é a Arábia Saudita que faz esse papel com apoio americano, pela ausência de um exército bem equipado e a distância geográfica tornam inviáveis um ataque direto tradicional.

Também é possível para eles atacarem um aliado dos EUA na região, Kuwait, Iraque (metade é área de influência americana e a outra metade do próprio Irã) Israel e Arábia Saudita, o ataque a cada um desses países geraria diferentes respostas com diferentes implicações para o regime iraniano. Sendo Kuwait ou Iraque a possibilidade de transbordamento (envolver outros países e regiões ) do conflito é baixa, o palco de operações militares ficaria restrito e mais um conflito periférico de pouca importância global se desenrolaria.

Um ataque frontal a Israel significaria também derrota para os Iranianos, segundo o Global Fire Power (plataforma que compara as capacidades militares de todos os países) o Irã está na décima quarta posição e Israel na décima sétima. Entretanto Israel conta com financiamento praticamente ilimitado por parte dos Estados Unidos e apoio logístico. O suficiente para colocar o Irã em situação de desvantagem. Para esse objetivo bastaria os Estados Unidos aplicarem a tática do Bloodletting ( Sangria). Quando um país gera o prolongamento de um conflito onde seu rival está inserido e ele não, para buscar esgotar esse Estado e se fortalecer indiretamente. Mearsheimer (2001). O que seria realmente problemático aqui seria o uso da opção nuclear, apenas uma ogiva seria o suficiente para arrasar completamente Israel, entretanto também seria um atestado de óbito do regime iraniano ,provalmente um ataque conjunto do conselho de segurança destruiria o Irã em menos de 36 horas e o objetivo maior de qualquer Estado é continuar existindo segundo o alicerce da Razão de Estado. Kissinger (2012)

Caso optem por atacar a Arábia Saudita, os impactos globais seriam maiores pois se trata do principal produtor de petróleo do mundo, na noite de ontem o preço já havia subido 4% sem um ataque direto em solo saudita (OBS: até o momento que esse artigo foi finalizado a alta estava contabilizada em 2.89% ), A Arábia Saudita não reúne tantas capacidades militares assim, estando na posição de vigésimo quinto no Global Fire Power, no entanto como “ HUB “ americano na região também conta com apoio financeiro e logístico por parte dos americanos.

Outra possibilidade é nenhuma reação e apenas reclamações na ONU que os Estados Unidos violaram tratados de direitos humanos e direito internacional público, apesar das demonstrações publicas dos líderes iranianos de que irão reagir, dependendo do tamanho da retaliação iraniana eles podem se condenar a destruição, ou até mesmo escalonarem o dilema de segurança a tal modo que será impossível não acontecer uma guerra para mudança de regime. O Irã está em uma sinuca de bico, não conta com proteção das duas outras grandes potências que falam de igual para igual com os EUA. (Rússia e China), se não retaliar será visto como fraco em um jogo de poder que só respeita quem é forte e caso corra muitos riscos na resposta abrirá espaço para a Arábia Saudita consolidar ainda mais sua posição de potencia regional no oriente médio, indiretamente colabora para o aumento de poder por parte dos Estados Unidos.

O Tabuleiro Americano

O Pentagono ainda na noite de ontem, divulgou que a ação foi tomada baseada em informações de que o Irã planejava atacar a embaixada americana em Bagdá, caso essa versão se confirme, creio que não haverá condenação de “ facto “aos EUA por parte dos demais países. Mas ainda que isso não seja confirmado é praticamente impossível para os Estados Unidos sair perdendo nessa questão, é preciso entender que muito da vitória de Donald Trump em 2016 se deveu a uma percepção dos americanos que o pais não era mais respeitado como a maior potência global, e que era questão de tempo até a China tomar esse posto… a inação do governo Obama ou as ações atrapalhadas como no caso da Síria tornou os Estados Unidos mero espectador e ampliou o poder chinês e especialmente Russo na condução geopolítica mundial. O slogan de Trump, “ Make América Great Again “ não era um mero artificio retórico, inclusive no próprio livro de Donald Trump sobre suas ambições caso fosse eleito, a obra  América Desiludida ele explica como pretendia fazer com que os EUA retomassem sua condição de protagonista na geopolítica global. E é de fato impossível dizer que ele não cumpriu a promessa, em todos os anos de sua presidência houve ao menos uma grande demonstração de poder, 2017 com a redução drástica de capacidade do ISIS, 2018 com o acordo realizado com a Coréia do Norte, 2019 com a morte de Al Baghdadi e agora em 2020 com a eliminação de um dos maiores inimigos americanos, esse último feito foi elogiado até pelo New York Times, jornal declaradamente democrata e anti-trump.

Além disso é parte da vantagem do incumbente ( quem está no cargo em sistemas presidencialistas) a ampliação de popularidade quando se elimina terroristas, Trump que está em viés de alta após a atrapalhada condução do seu impeachment pelos democratas na câmara deve aparecer com ainda mais vantagem nas próximas pesquisas.

Possíveis impactos para o Brasil

Como o Brasil é apenas uma potência regional na américa do sul, o impacto ficaria restrito a uma alta do preço do petróleo, aumento do dólar e queda na bolsa de valores, não existe a mínima chance de participação brasileira em um conflito armado do outro lado do planeta.

MARCADO:Dilema de segurançaIrãTrump
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Por Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno é bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Brasileiro de Mercados e Capitais (IBMEC). Pós graduado em Inteligência e Contra Inteligência pela Associação Brasileira de Estudos de Inteligência e Contra Inteligência (ABEIC/CSABE). Mestrando em Política Internacional ( PUC Minas ). Seu foco principal de estudos é a área da Política Internacional, Filosofia Política e Ciência Política. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3687844525565262
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