By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
  • Página Inicial
  • SAC
  • Quem somos
  • Fale Conosco
  • Denuncie
  • Fale com o colunista
  • Parceiros
Entrar na área de membros
Hermenêutica Política
  • Menu
    • Revista HP
    • Publicações
      • Política Nacional
      • Política Internacional
      • Sociologia
      • Ciência Política
      • Economia
      • Entretenimento
      • Filosofia Política
    • Vídeos e entrevistas
    • Indicações
Leitura: O bolsonarismo superou o petismo no imaginário coletivo?
Pesquisar
Hermenêutica PolíticaHermenêutica Política
Redimensionador de fontesAa
Search
  • Home
  • Política Internacional
  • Política Nacional
  • Sociologia
  • Ciência Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Filosofia Política
  • Vídeos e entrevistas
  • Indicações
  • SAC
  • Denuncie
  • Fale Conosco
  • Fale com o colunista
  • Parceiros
Já possui uma conta? Entrar
Siga-nos
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Início » Colunas » O bolsonarismo superou o petismo no imaginário coletivo?
Ciência Política

O bolsonarismo superou o petismo no imaginário coletivo?

Rafael Emery Gripp Pascoal
Última atualização: outubro 13, 2026 12:02 pm
Rafael Emery Gripp Pascoal 10 minutos de leitura
Compartilhar

Há sinais de que o bolsonarismo deixou de ser apenas uma reação ao PT e passou a representar, para uma parcela expressiva da sociedade brasileira, uma identidade política própria, com valores, símbolos e aspirações que encontram ressonância no cotidiano de milhões de pessoas. Sua força nas urnas, nas redes sociais e na mobilização de diferentes setores da sociedade indica uma transformação importante na política nacional. A questão que se coloca é se o bolsonarismo já ocupa, no imaginário coletivo, um espaço que o petismo, durante muito tempo, pareceu monopolizar.

A comparação não pode se limitar ao resultado de uma eleição. O PT construiu sua trajetória a partir do movimento sindical, da redemocratização e da promessa de representar trabalhadores historicamente afastados dos centros de decisão. Com Lula, o partido chegou ao poder, consolidou uma base social importante e se tornou uma das principais forças políticas da história republicana. O problema é que o capital político acumulado ao longo dessas décadas não garante uma conexão permanente com as aspirações da sociedade. Movimentos políticos também perdem relevância quando passam a falar mais para a própria militância do que para o conjunto da população.

É justamente nesse espaço que o bolsonarismo encontrou terreno fértil. Sua ascensão não pode ser explicada apenas pelo antipetismo, embora a rejeição ao PT tenha sido um componente decisivo de sua formação. O movimento também se conectou a preocupações concretas de muitos brasileiros: segurança pública, liberdade religiosa, conservadorismo nos costumes, valorização da família, desconfiança em relação à burocracia estatal e insatisfação com uma classe política percebida como distante da vida real. Essas pautas não são exclusivas dos eleitores de Bolsonaro, mas sua capacidade de reuni-las em uma identidade política reconhecível foi uma característica central de sua expansão.

O brasileiro médio, evidentemente, não constitui um grupo homogêneo. O país reúne diferenças regionais, econômicas, religiosas e culturais que não cabem em uma única definição ideológica. Ainda assim, existe uma distância entre o discurso de determinados setores da militância progressista e as convicções de parcelas significativas da população. Quando temas como religião, costumes e segurança são tratados como sinais de atraso moral, em vez de questões legítimas para o debate democrático, abre-se um abismo entre a linguagem de uma parte da esquerda e a experiência cotidiana de muitos cidadãos.

O petismo enfrenta, nesse sentido, um problema que vai além de Lula. A centralidade de sua liderança, a memória dos governos anteriores e a defesa das políticas sociais continuam sendo ativos importantes. Mas a insistência na própria biografia, na memória de conquistas passadas e na denúncia permanente dos adversários não responde integralmente às perguntas que o eleitor faz sobre o futuro. Emprego, renda, custo de vida, segurança, qualidade dos serviços públicos e oportunidades para os filhos não são questões secundárias. São preocupações que atravessam diferentes grupos sociais e exigem respostas concretas, para além da identidade partidária.

O caso de Ana Elisa, deputada federal eleita pelo PT em Minas Gerais, tornou visível uma dimensão desse problema. Durante a campanha presidencial, publicações antigas atribuídas à parlamentar ganharam repercussão nas redes sociais, envolvendo declarações controversas sobre igrejas evangélicas e outras questões sociais. O episódio provocou desgaste para a campanha de Lula, que buscava ampliar o diálogo com setores da população historicamente resistentes ao petismo. A repercussão das publicações acabou colocando em evidência o desafio de conciliar a linguagem de segmentos militantes com a necessidade de construir uma mensagem capaz de alcançar um eleitorado mais amplo.

O episódio também revelou uma contradição da comunicação política contemporânea. A presença nas redes sociais passou a ser tratada como sinônimo de representatividade, quando, na realidade, são coisas distintas. Uma personalidade pode alcançar grande engajamento em ambientes digitais e, ao mesmo tempo, expressar posições que reforcem a rejeição de parcelas importantes da sociedade. O problema não está na renovação geracional da política, mas na possibilidade de que o radicalismo ideológico seja confundido com capacidade de representar o conjunto dos brasileiros.

A nova geração petista não é homogênea, mas determinados discursos que circulam em seus ambientes digitais ajudam a compreender o desgaste de sua imagem em segmentos da população. Quando manifestações de hostilidade à religião, generalizações sobre grupos sociais ou a desqualificação sistemática de quem diverge ganham destaque, o debate deixa de se concentrar em propostas e passa a girar em torno de disputas identitárias. Para quem está fora desses círculos militantes, esse comportamento pode transmitir a impressão de que o partido está mais preocupado em reafirmar convicções ideológicas do que em compreender as prioridades do cidadão comum.

O bolsonarismo, por sua vez, também não está imune a contradições. Há radicalização em seus próprios ambientes digitais, ataques a adversários, disseminação de informações falsas e conflitos internos. Nenhum movimento pode reivindicar o monopólio da representação popular nem confundir a defesa de valores conservadores com autorização para desrespeitar quem pensa de outra maneira. Ainda assim, a capacidade de apresentar temas como família, liberdade religiosa e segurança pública como elementos centrais de sua identidade ajudou a estabelecer uma conexão política que ultrapassa a figura individual de Bolsonaro.

A disputa entre os dois campos também aparece na representação parlamentar. O PL elegeu 99 deputados federais em 2022 e chegou a 121 em 2026, superando o melhor resultado histórico do PT, que havia elegido 91 deputados em 2002. Esses números demonstram a expansão institucional da legenda e a mudança na correlação de forças da Câmara dos Deputados. Embora nem todo parlamentar do PL seja necessariamente bolsonarista, e nem todo integrante da bancada petista represente exclusivamente o lulismo, a dimensão alcançada pelo partido de Bolsonaro constitui um indicador relevante da reorganização política do país.

O ponto decisivo é que o bolsonarismo já não pode ser compreendido apenas como um movimento de oposição que depende da rejeição a Lula. Ele construiu uma linguagem política própria, uma rede de lideranças, canais de comunicação e uma identidade reconhecível por seus apoiadores. A capacidade de transferir esse capital político para outras candidaturas também é importante para compreender sua continuidade. O teste de qualquer movimento político é sobreviver às circunstâncias que favoreceram seu nascimento e demonstrar que pode representar mais do que a figura de seu fundador.

O petismo, por outro lado, precisa reconhecer que sua história não lhe assegura uma conexão eterna com o povo. A identificação de parcelas do eleitorado com Lula permanece relevante, assim como a importância das políticas sociais e da memória dos governos do PT. Mas a legitimidade construída no passado pode se desgastar quando a linguagem política deixa de conversar com as preocupações presentes. Nenhuma biografia, por mais importante que seja, substitui indefinidamente a capacidade de apresentar um projeto convincente para o futuro.

A hipótese de que o bolsonarismo tenha superado o petismo no imaginário coletivo deve ser entendida como uma interpretação de uma transformação em curso, e não como uma verdade demonstrada por um único indicador. O crescimento parlamentar, a consolidação de uma identidade conservadora e a capacidade de mobilização digital dão sustentação a essa leitura. Para confirmá-la em sentido mais amplo, seria necessário observar também pesquisas de identificação política, a persistência do apoio eleitoral e a capacidade de cada movimento de conquistar pessoas que não pertencem à sua base tradicional.

No fundo, a disputa não se resume a Bolsonaro contra Lula, nem a direita contra a esquerda. Trata-se de saber qual campo político consegue interpretar melhor as expectativas de uma sociedade que deseja prosperidade, segurança, liberdade, oportunidades e respeito às suas convicções. O movimento que conseguir traduzir essas aspirações em propostas concretas terá melhores condições de preservar sua relevância histórica.

Se o bolsonarismo consolidou uma identidade que ultrapassa a oposição ao PT, o lulismo precisa enfrentar uma pergunta incômoda: até que ponto sua linguagem e suas prioridades continuam conectadas às expectativas de quem pretende representar? A resposta não virá apenas das redes sociais ou das bancadas parlamentares. Virá da capacidade de cada movimento de compreender o país real, reconhecer suas mudanças e oferecer caminhos para o futuro.

MARCADO:BolsonaroeleiçõesLula
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter E-mail Copiar link Imprimir
Por Rafael Emery Gripp Pascoal
Rafael Gripp é cientista político, pós-graduado em Políticas Públicas, Filosofia, Política e Economia, analista político dedicado à análise das instituições, da representação democrática e do pensamento político contemporâneo e colaborador do projeto Hermenêutica Política.
Artigo anterior Fora do Escudo: a soberania como brecha
Deixe um comentário Deixe um comentário
Inscrever-se
Acessar
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes

Em alta

O Apocalipse ético: Por que Lula e Flávio Bolsonaro são os dois lados da mesma moeda?

Por Wagner Constâncio

Cadastre-se

Inscreva-se gratuitamente em nossa página para receber atualizações, enviar comentários e participar dos nossos fóruns de discussão.
Clique aqui!

Política agrícola, fundiária e reforma agrária no Brasil após a Constituição de 1988 – Benefícios e consequências no âmbito nacional

4 anos atrás

Entrevista: O Escola sem partido acabou. E agora?

5 anos atrás

You Might Also Like

Ciência Política

Reforma Política e Voto Distrital Misto no Brasil: Uma Análise Hermenêutica sobre Representação, Sistema Eleitoral e Poder

5 meses atrás
Ciência Política

E Se o melhor resultado para a direita for perder as eleições presidenciais?

3 meses atrás
Política Nacional

O “pragmatismo” de Lula com relação às crises atuais na América do Sul.

3 anos atrás
Sociologia

Os brasileiros e seus políticos, em sua maioria, amam a imoralidade, a corrupção e são muito bem casados com a mesma

4 anos atrás

Institucional

  • Cadastre-se
  • Quem somos
  • Políticas & Termos
  • Parceiros

Publicações

  • Ciência Política
  • Economia
  • Empreendedorismo
  • Entretenimento
  • Filosofia Jurídica
  • Filosofia Política
  • História Geral
  • Indicações
  • Periódicos
  • Política & Espiritualidade
  • Política Internacional
  • Política Nacional
  • Sociologia
  • Vídeos e entrevistas

Atendimento

  • SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)
  • Fale Conosco
  • Denuncie
  • Fale com o colunista

© Hermenêutica Política – Todos os direitos reservados

wpDiscuz
Welcome Back!

Sign in to your account

Nome de usuário ou endereço de e-mail
Senha

Perdeu sua senha?